112016set

SETEMBRO AMARELO .. EU APOIO !!!!

“Um mal invisível”… a reportagem da ZH desse final de semana me trouxe dados que desconhecia….
3 gaúchos se SUICIDAM por dia
32 brasileiros por dia
800 mil ao ano no mundo — 1 morte a cada 40 segundos.
Precisamos conversar sobre isso !!!

setembro-amarelo


Alguns Trechos…

Em 90% dos casos, há associação com um transtorno mental, mas a depressão não é, ao contrário do que costumeiramente se pensa, a única responsável. A associação com outros fatores, como uso de álcool e drogas, potencializa o perigo.

– A depressão sozinha não aumenta tanto o risco. É preciso um outro transtorno combinado, como, por exemplo, uma depressão mais um trauma infantil, principalmente o abuso emocional – afirma Moreno.

Em seu estudo de mestrado, o psiquiatra concluiu que pessoas submetidas a abuso emocional severo na infância – como crescer ouvindo que “não devia ter nascido”, “não serve para nada”, ou sendo cobradas excessivamente – têm 20 vezes mais chances de tentar suicídio. Já quem sofre abuso sexual severo tem um risco três vezes maior, e o abuso físico não apresentou relação. A pesquisa, que entrevistou 70 mil pessoas no país e foi realizada em parceria com o orientador Diogo Lara, foi publicada neste ano na revista European Psychiatry.


O crescimento dos casos de suicídio entre crianças e adolescentes também tem chamado a atenção dos especialistas. Entre 2002 e 2012, as faixas em que as taxas de suicídio mais aumentaram no Brasil foram as dos 10 aos 14 anos (40%) e as dos 15 aos 19 anos (33,5%). Em seu trabalho de mestrado pela UFRGS, a psiquiatra da infância e da adolescência Berenice Rheinheimer constatou ainda aumento considerável nas tentativas de suicídio por envenenamento de gaúchos dos oito aos 17 anos. Em 2005, foram 492, contra 626 em 2013.

– Percebemos que o perfil das crianças é diferente dos adultos. O mês em que ocorrem mais mortes de crianças por suicídio é outubro, o que pode indicar uma relação com a questão do ano escolar. E também percebemos que as famílias não cuidam muito o acesso à medicação, o que pode ser um facilitador – analisa.

Em meio ao emaranhado de dados, uma das conclusões do trabalho é que o isolamento social e o fato de a pessoa “se sentir um peso” estão na base da vontade de acabar com a própria vida. E nem sempre é o paciente mergulhado em uma depressão profunda quem vai tentar o suicídio.

– O mais perigoso não é quando a pessoa está no fundo do poço, mas quando está entrando ou saindo do poço, porque aí tem energia para executar o plano – observa o psiquiatra.


Vale a pena ler a reportagem completa, acesse o link

http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2016/09/suicidio-o-mal-invisivel-que-mata-mais-de-mil-gauchos-por-ano-7401401.html