Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) , o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, e é o mais comum entre as mulheres.

Para 2014 a estimativa é de 57.120 novos casos e o número de mortes é em torno de 13.225 mulheres e 120 homens (INCA – 2011)

O câncer de mama tem um bom prognóstico quando diagnosticado e tratado precocemente, porém no Brasil as taxas de mortalidade ainda são muito elevadas, pois a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.

Fatores de risco

O câncer de mama é causado por alterações genéticas, estas alterações podem ser estimuladas por fatores ambientais como: tabagismo, exposição prolongada aos hormônios femininos como uso de terapia de reposição hormonal, idade avançada e excesso de peso. Existem também fatores genéticos como ser portadora dos genes BRCA1 e BRCA2.

Mas importante… há casos de mulheres que desenvolvem a doença sem apresentar fatores de risco identificáveis.

Sintomas

O sintoma mais comum é o aparecimento de nódulo. Nódulos geralmente são indolores, regulares ou irregulares, endurecidos. Outros sintomas, porém, devem ser considerados, como a deformidade e/ou aumento da mama, a retração da pele ou do mamilo, os gânglios axilares aumentados, vermelhidão, edema, dor e a presença de secreção nos mamilos.

Nos HOMENS os sintomas são semelhantes aos das mulheres. Sempre ficar atento se aparecimento de nódulo na mama.

Diagnóstico

A mamografia é o exame mais indicado para detectar precocemente a presença de nódulos nas mamas. O exame clínico é de fundamental importância e outros exames de imagem como Ecografia mamaria e ressonância magnética podem complementar o diagnóstico.

A realização da biópsia de mama confirma o diagnóstico quando suspeito.

RECOMENDAÇÕES DAS ENTIDADES MÉDICAS PARA O RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

  • Mulheres abaixo de 40 anos: Com exceção das mulheres com alto risco, não se recomenda a mamografia, a ultrassonografia ou a ressonância magnética.
  • Mulheres entre 40 e 69 anos: Recomenda-se a realização anual da mamografia para todas as mulheres. A ultrassonografia e a ressonância magnética só são recomendadas para as mulheres com alto risco.
  • Mulheres acima de 70 anos: Recomenda-se a mamografia.

Tipos de Câncer de Mama

  • Carcinoma ductal in situ – câncer de mama em fase inicial, que a princípio, não tem capacidade de desenvolver metástase.
  • Carcinoma ductal invasivo – é o tipo mais comum de câncer de mama. Apresenta capacidade de desenvolver metástase.
  • Carcinoma lobular invasivo – é o segundo tipo mais comum de câncer de mama e está relacionado ao risco de desenvolvimento de câncer de mama na outra mama. Apresenta a possibilidade de desenvolver metástase.

Tratamento

O tratamento do câncer de mama é individualizado, ou seja, para cada paciente e estágio do tumor é adotada uma conduta clínica. Os tipos de tratamento são: cirúrgico, quimioterápico(uso de medicamentos para matar as células malignas), radioterápico e hormonal(medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos), que podem ser usados isoladamente ou associados.

TIPOS DE CIRURGIA

  • Mastectomia radical: consiste na retirada total da mama junto com os linfonodos da axila.
  • Mastectomia simples: consiste na retirada total da mama, sem abordagem axilar.
  • Cirurgia conservadora: Setorectomia e biopsia de linfonodo sentinela: consiste na retirada do tumor com margem livre de tumor e estudo do linfonodo sentinela. A cirurgia conservadora sempre é seguida de radioterapia.

Quando a opção é mastectomia temos diversas técnicas para a reconstrução mamária, e mais um vez, a escolha da técnica é individualizada. Pode ser com reconstrução com expansor de tecidos, prótese, retalhos do músculo grande dorsal (costas) ou reto abdominal (abdômen).

RADIOTERAPIA

A radioterapia consiste em um tratamento localizado que visa destruir as células tumorais da mama, empregando feixe de radiações ionizantes e diminuindo a chance de a doença voltar localmente.

QUIMIOTERAPIA

A quimioterapia é a forma de tratamento dos tumores por meio de medicamentos, é um tratamento sistêmico. Esse tipo de tratamento pode ser feito via oral (comprimidos) ou através de medicações endovenosas (na veia).

Os medicamentos utilizados e a duração do tratamento variam de acordo com a doença e a reação do paciente à quimioterapia. Alguns efeitos colaterais comuns: náuseas, vômitos, diarreia, queda de cabelo, dor nas articulações.

HORMONIOTERAPIA

É um tratamento sistêmico e via oral. Impedi ou retarda o crescimento das células neoplásicas. É utilizado em pacientes cujas células tumorais são sensíveis à ação dos hormônios (receptores hormonais positivos. A utilização dessa medicação se faz por períodos prolongados (cinco anos), com poucos efeitos colaterais.