122013dez

ANS amplia cobertura obrigatória para 29 doenças genéticas

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulga nesta quinta-feira (12/12) os critérios para o uso adequado de tecnologias no rastreamento e tratamento de 29 doenças genéticas. A medida amplia a cobertura obrigatória, com exames mais complexos, e beneficia 42,5 milhões de usuários de planos individuais e coletivos de assistência médica do país. Os procedimentos descritos na Nota Técnica 876/2013, que está sendo publicada pela ANS, terão de ser oferecidos pelos planos de saúde a partir de 02/01/2014.

Um dos exames que passa a ter cobertura obrigatória refere-se ao gene BRCA1/BRCA2, para detecção de câncer de mama e ovário hereditários. O teste foi citado pela atriz Angelina Jolie em maio deste ano, quando ela anunciou que havia passado por uma mastectomia (retiradas das mamas) dupla preventiva aos 37 anos. De acordo com os especialistas, a mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 aumenta consideravelmente a chance de a mulher desenvolver câncer de mama e de ovários. No entanto, essa alteração vincula-se a uma faixa de 5 a 10% de todos os casos de câncer de mama registrados.

Geralmente, os cânceres decorrentes dessas mutações tendem a ser mais agressivos e aparecem em idades mais jovens, mas, uma vez identificada a mutação, a retirada das mamas não é a única alternativa.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) afirma que o processo de tomada de decisão – até mesmo para se realizar o exame – deve avaliar inclusive a condição psicológica do paciente para lidar com o resultado. Segundo a SBM, a indicação é restrita e deve ser feita por uma equipe composta por mastologista, geneticista, oncologista e psicólogo.

A recomendação do teste seria principalmente para pacientes com mutações genéticas comprovadas – identificadas em famílias com vários casos de câncer de mama e de ovário. Para o restante das mulheres, a melhor arma contra o câncer de mama é a mamografia anual a partir dos 40 anos.

O exame para a detecção da mutação genética pode ser feito por meio de diversas técnicas e o custo médio varia entre R$ 4 e R$ 6 mil. Outro aspecto importante é que, embora os principais genes de alto risco para o câncer de mama sejam o BRCA1 e BRCA2, há outros associados à doença.

Novas diretrizes

A ANS também incluiu nas novas diretrizes os exames para a detecção da síndrome de Lynch (câncer colorretal não poliposo hereditário); de hemofilia A e B; e de doenças relacionadas ao gene FMR1, como a Síndrome do X Frágil, Síndrome de Ataxia/Tremor Associados ao X Frágil e Falência Ovariana Prematura.

Atenção: por determinação da ANS, para ter acesso ao exame por meio do plano de saúde, o cliente deverá apresentar um pedido feito por médico geneticista.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulga nesta quinta-feira (12/12)

os critérios para o uso adequado de tecnologias no rastreamento e tratamento de

29 doenças genéticas. A medida amplia a cobertura obrigatória, com exames mais

complexos, e beneficia 42,5 milhões de usuários de planos individuais e coletivos de

assistência médica do país. Os procedimentos descritos na Nota Técnica 876/2013, que

está sendo publicada pela ANS, terão de ser oferecidos pelos planos de saúde a partir

de 02/01/2014.

Um dos exames que passa a ter cobertura obrigatória refere-se ao gene BRCA1/BRCA2,

para detecção de câncer de mama e ovário hereditários. O teste foi citado pela atriz

Angelina Jolie em maio deste ano, quando ela anunciou que havia passado por uma

mastectomia (retiradas das mamas) dupla preventiva aos 37 anos. De acordo com

os especialistas, a mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 aumenta consideravelmente

a chance de a mulher desenvolver câncer de mama e de ovários. No entanto, essa

alteração vincula-se a uma faixa de 5 a 10% de todos os casos de câncer de mama

registrados.

Geralmente, os cânceres decorrentes dessas mutações tendem a ser mais agressivos e

aparecem em idades mais jovens, mas, uma vez identificada a mutação, a retirada das

mamas não é a única alternativa.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) afirma que o processo de tomada de

decisão – até mesmo para se realizar o exame – deve avaliar inclusive a condição

psicológica do paciente para lidar com o resultado. Segundo a SBM, a indicação é

restrita e deve ser feita por uma equipe composta por mastologista, geneticista,

oncologista e psicólogo.

A recomendação do teste seria principalmente para pacientes com mutações genéticas

comprovadas – identificadas em famílias com vários casos de câncer de mama e de

ovário. Para o restante das mulheres, a melhor arma contra o câncer de mama é a

mamografia anual a partir dos 40 anos.

O exame para a detecção da mutação genética pode ser feito por meio de diversas

técnicas e o custo médio varia entre R$ 4 e R$ 6 mil. Outro aspecto importante é que,

embora os principais genes de alto risco para o câncer de mama sejam o BRCA1 e

BRCA2, há outros associados à doença.

Novas diretrizes

A ANS também incluiu nas novas diretrizes os exames para a detecção da síndrome de

Lynch (câncer colorretal não poliposo hereditário); de hemofilia A e B; e de doenças

relacionadas ao gene FMR1, como a Síndrome do X Frágil, Síndrome de Ataxia/Tremor

Associados ao X Frágil e Falência Ovariana Prematura.

Atenção: por determinação da ANS, para ter acesso ao exame por meio do plano de

saúde, o cliente deverá apresentar um pedido feito por médico geneticista.